Esta redação que vos trago hoje completou recentemente seus 10 anos. Não lembro exatamente como foi a dinâmica para escrevê-la (visto que foi um trabalho realizado em dupla), mas fica aí o registro. Quem quiser dar uma conferida na redação original e na minha antiga caligrafia com letra cursiva, é só clicar aqui também.

Everaldo estava desolado. Havia pelo menos seis meses que se achava naquele estado. Não era mais aquela capivara descontraída, boa de prosa, que conseguia arrancar risos dos amigos com piadas repetidas. O divórcio fora difícil para Everaldo. Seis meses plenamente tediosos em seu “flat” à orla da Rodrigo de Freitas, até que em meio a esse marasmo, o telefone tocou.

Era sua ex-esposa, D. Bertiolina, perguntando se podia ir à casa dele para pegar alguns pertences que havia esquecido. Ele concordou. Mais tarde a campainha tocou e era a capivara. Ela deu apenas bom dia e já foi entrando sem nem pedir licensa. No quarto, pegou suas roupas, sapatos e dentro de uma caixa pegou seus CD’s favoritos e achou um bilhete de loteria que seu ex havia comprado. Como ela se achava esperta, o levou para casa.

No dia seguinte, descobriu que tinha sido sorteada e que ganhara um prêmio de R$1.000.000,00. Everaldo, ao conferir em casa o que D. Bertiolina havia levado, viu que ela tinha furtado seu bilhete da sorte. Quando viu na televisão que o prêmio era de R$1.000.000, resolveu dar o troco. Procurou um advogado e lhe contou toda a história. Após examinar os fatos, o advogado disse ao Everaldo que ele poderia entrar na justiça com um processo. Duas semanas depois, D. Bertiolina teve que pagar R$3.500.000,00 e pegar um ano de prisão.

Após um ano, Everaldo estava morando no Caribe com sua nova namorada Britney e havia aberto uma indústria de alimentos.

Pensando bem, acho que a dinâmica foi a seguinte: nosso professor de redação ditou o primeiro parágrafo e nós deveríamos dar continuidade da melhor forma possível. Acho que foi isso.

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