Antes de mais nada, caso você não tenha lido a primeira parte do texto, lá eu conto como eu saí de um curso de exatas, fui para a área de humanas, depois saí desse outro curso numa tomada de atitude baseada em desespero e então finalmente voltei para o meu segundo curso, tendo que prestar o vestibular para isso, mesmo que – na prática – eu já estivesse dentro do curso. É meio confuso explicar aqui em poucas linhas sendo que originalmente eu gastei mais de 1200 palavras para fazê-lo, por isso recomendo a leitura do primeiro texto.

Pois bem, no outro texto eu também havia colocado um calendário de toda a minha vida acadêmica e dessa vez eu trago ele aqui novamente com algumas atualizações que serão explicadas ao longo da história.

Continuando de onde parei (junho de 2016), acabei realmente prestando o vestibular e passei mais uma vez. Só que meu medo era que, por causa de tanta burocracia, eu tivesse que me matricular como calouro/bixo do curso em que eu já havia entrado há anos, e só depois eu poderia pedir para ser dispensado de todas as disciplinas já cursadas. Felizmente isso não aconteceu, mas por outro lado eu tive que andar quase a tarde inteira na faculdade para procurar em algum setor responsável pela matrícula alguém que soubesse me dizer como me matricular devidamente.

É claro que eu só fui resolver isso pessoalmente porque minha situação era complicada demais para explicar – e para entender – tanto por telefone, quanto pela internet. No fim das contas, no meu documento de “reentrada” consta que eu fui aprovado via transferência interna (ou seja, de um curso para outro da mesma universidade). Aliás, essa transferência foi a mesma que eu mencionei no texto anterior e não havia conseguido. Porém, sem o vestibular que eu tentei, era impossível ser aprovado via transferência interna. Mas o vestibular e a transferência são dois processos completamente diferentes. Enfim, muita confusão e até hoje eu tento entender o que aconteceu, então não se perca nesse parágrafo e vá para o próximo.

Daí que antes mesmo da minha aprovação sair, eu havia tentado entrar como estagiário no Laboratório de Áudio (a.k.a. Rádio) da faculdade. Fiz a prova da primeira etapa, passei para a entrevista da segunda etapa e lá eu expliquei de forma resumida porque cacetes eu não estava matriculado em Jornalismo. E muito provavelmente eu não passei por estar com a matrícula toda cagada e porque o resultado do vestibular só viria depois da resposta do estágio.

Caso você esteja meio perdido, aqui vai a ordem dos fatos até agora:

1) no primeiro semestre de 2016 eu estava fazendo aulas de Jornalismo mesmo matriculado em outro curso
2) tentei o vestibular para Jornalismo a fim de regularizar minha situação
3) tentei o processo seletivo para o estágio
4) a resposta do estágio foi divulgada (não passei)
5) o resultado do vestibular foi divulgado (passei)

Aí eu voltei pro Jornalismo de vez

Nesse ponto da história nós estamos no segundo semestre de 2016.

Não vou fazer muitas considerações sobre essa época, mas para mencionar duas coisas importantes, saibam que eu acabei participando de um evento o qual eu estava sendo convidado há anos (escreverei depois sobre isso, mas assistam ao vídeo) e já no fim do ano acabei passando finalmente no estágio, que se deu início há pouco mais de um mês, em fevereiro de 2017.

Sim, aquele mesmo estágio que eu tentei antes. O mesmo estágio cuja entrevista foi um bate-papo super leve pois já sabiam que eu queria aquilo de verdade, e ainda fiz questão de afirmar que era o único processo seletivo que eu tentei.

E agora?

Agora estou há pouco menos de 700 dias da minha formatura, cursando o semestre mais punk da minha vida, com aulas de manhã e à tarde, além do estágio à noite.

O importante é que com todo esse vai e volta na minha vida acadêmica eu consegui descobrir o que eu gosto de fazer de verdade. Voltei para o Jornalismo focado em conseguir me encontrar no curso como jornalista mas, acima disso, como produtor audiovisual. Havia uma viseira em mim quatro anos atrás que me impedia de ver que eu podia me tornar um editor com diploma de jornalista.

E é sempre bom lembrar, tanto para vocês quanto para mim mesmo, que conhecimento nunca é demais.

(Provavelmente esses posts vão se tornar uma trilogia, então aguardem a parte final.)

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