Este é mais um post da série “redações que eu fiz no Ensino Médio”. O motivo de eu postar isso foi escrito aqui. Além disso, você pode conferir os outros textos da série clicando na categoria Redações.

Constantemente ouvimos conversas e/ou discussões a respeito da política, o que acaba levando – quase sempre – a assuntos sobre corrupção. São eleitores insatisfeitos, políticos da oposição, jovens, adultos, ricos e pobres se posicionando sobre o mesmo tema. Pessoas diferentes, mas com uma característica em comum: brasileiros.

A mentalidade do povo é complexa. Sozinhas, as pessoas aparentemente sabem discutir problemas e apresentar soluções, mas quando juntas, não conseguem chegar a um consenso de como nossa política poderia se tornar melhor. Além disso, todos queremos julgar nossos governantes por seus atos falhos, mas somos incapazes de apontar nossos próprios erros. Obviamente não há ninguém isento de culpa para colocarmos no poder, mas sendo assim, por que não colocar alguém mais íntegro e fiel a seu país e a seus eleitores? E mais: alguém cujo passado não seja tão obscuro e repleto de desonestidade?

A resposta é simples: nós somos uma nação que possui apenas ideias de honestidade, mas não conseguimos coloca-las na prática por questão de costume. Somos tão “empurrados” para a corrupção durante nossas vidas que não conseguimos ao menos cumprir nossas obrigações e assumir nossos atos pagando uma simples dívida ou multa sem antes tentar fazer um pré-acordo para diminuir os prejuízos, independente de estarmos errados.

Portanto, nós, povo brasileiro, só estaremos preparados para combater a corrupção política quando formos capazes de assumir nossas próprias falhas, às vezes taxadas de insignificantes.

Fun fact #1: na época em que eu escrevi esse texto eu não sabia um décimo sobre política do que eu sei hoje, 8 anos depois.

Fun fact #2: esse texto prova-se apartidário pois mesmo eu tendo mudado completamente minha inclinação política, ele continua sendo válido, por mais superficial e ingênuo que seja.

Fun fact #3: eu nunca imaginei que veria um processo de Impeachment. Quando eu via isso nas aulas de história parecia uma coisa meio surreal. 2016 foi um ano meio louco, não foi?

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