UpsideDown-poster“Gravidade: eles dizem que você não pode lutar contra isso. Bem, eu discordo. E se o amor for mais forte do que a gravidade?” Olha, rapaz, por mais que você comece seu filme com essa frase eu acho que isso é depositar esperança demais no amor.

Bem, o filme começa com essa narração de Adam, personagem de Jim Sturgess (de “Quebrando a Banca”), que é um garoto normal vivendo em um planeta normal, exceto pelo fato de que esse planeta tem “irmão” que possui força gravitacional oposta.

Num belo dia, quando ainda era bem jovem, Adam resolve dar um passeio pelas montanhas e acaba encontrando Eden, que no futuro da história é representada pela Kirsten Dunst (a eterna Mary Jane Watson de Homem-Aranha) e se encanta pela garota. Mas calma… eu disse que eles se encontram? Bom, não é bem assim, já que ela está no planeta “de cima” e ele no “de baixo”.

Preciso dizer que o lado de cima é o núcleo rico e o lado de baixo é o pobre, e o que o contato entre eles é quase nulo por pura xenofobia dos mais bem abastados? Não, né? Vocês já imaginavam… Aliás, esse mix do romance com segregações geográficas que se passam no futuro se parece muito com o novo Total Recall, com Elysium e também com O Preço do Amanhã. Quem já assistiu um desses filmes vai notar alguns pontos em comum.

Enfim, alguns anos depois, o casalzinho tava lá se encontrando nas montanhas, só que eles são descobertos e, por causa de um acidente, Eden acaba caindo de cabeça e é dada como morta pelo namorado. Muito triste.

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Dez anos depois, Adam descobre que Eden está trabalhando na Transworld, uma empresa criada pelo lado rico que se aproveitava dos recursos do lado pobre. O rapaz então vai lá atrás da menina pra tentar finalmente viver feliz pra sempre com ela.

É interessante mencionar que essa corporação fica num prédio enorme que interliga os dois planetas, o que é um conceito muito bacana explorado visualmente no filme. Por exemplo, o andar zero fica exatamente no meio e se parece com uma repartição pública futurista enorme. Nele trabalham as duas classes, sendo que, aos olhos do espectador, os mais pobres trabalham no chão e os mais ricos, no teto. Mas é tudo questão de perspectiva mesmo.

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Olha aí o Timothy Spall dando o ar da graça. Lembra quando ele foi o Peter Pettigrew em Harry Potter?

Mas o melhor é quando alguém do alto escalão marca reuniões com funcionários do nível mais baixo e eles precisam se encontrar numa sala não muito convencional para uma conversa quase olho no olho. Eu disse “quase”.

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Mas voltando ao romantismo da história, Adam dá um jeito de burlar a segurança do prédio e finalmente encontra Eden, mas descobre que com a queda de anos atrás, a moça perdeu a memória. Eu até gostaria de falar mais sobre o romance, coisa e tal, mas os efeitos de Mundos Opostos são bons demais para que eu não comente sobre eles.

O negócio é que o nosso protagonista, recebe diariamente da empresa uma quantidade de matéria inversa para que ele possa trabalhar no seu creme de rejuvenescimento, que nada mais é que um creme pra rugas que literalmente levanta a pele do rosto com anti-gravidade. Mas sério, sem detalhes sobre isso também porque não é importante. Então, muito espertamente, ele começa a roubar essa matéria inversa para colocar por dentro da roupa e assim ele pode subir pro outro planeta sem ser arremessado pela gravidade de lá, já que instantaneamente ele se tornaria uma matéria inversa por estar no planeta errado.

Amarrando os sapatos em gravidade zero.
Amarrando os sapatos em gravidade zero.

Não sei se vocês gostam tanto assim de cinema e, em especial, em como as cenas são feitas, mas se você clicar na imagem acima, poderá ver um vídeo que mostra por volta dos 2 minutos que esse cenário foi montado em uma estrutura enorme que ia girando juntamente com a câmera.

Sobre a história em si, eu não tenho muito mais o que dizer. O filme é legal, porém os motivos são seus efeitos e a ideia da dupla gravidade aplicados. A história a gente já conhece muito bem (moço-pobre-quer-moça-rica), então não é algo que pode ser chamado de novidade.

Aliás, Mundos Opostos foi lançado em 2012 e eu tô fazendo uma resenha dele quase no final de 2015. Quem sou eu pra falar de novidades? :P

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