Bom dia, pessoas bonitas. Há algumas semanas comecei a escrever o primeiro parágrafo da internet brazuca (by Felipe Neto) desse post, porém não passou de 3 linhas muito mal escritas, mas agora estou aqui às 7h20 da manhã de um sábado esperando a academia abrir porra nenhuma, afinal eu prometi nunca mais tocar nesses assuntos de maromba nesse blog pseudo-nerd-frango-que-não-sai-da-frente-do-computador-e-já-começa-a-passar-mal-quando-sabe-que-vai-ter-que-fazer-uma-caminhada-de-5-minutos-pra-comprar-pão-na-padaria-da-esquina.

MEU DEUS, PUTA QUE PARIU. ACABEI DE BATER MEU RECORD DE PROLIXIDADE.

Pois, bem. Gente burra.

Eu não quero parecer arrogante, babaca e nem nada do tipo, mas já que eu não vou conseguir passar a impressão contrária para os que estão lendo um texto meu pela primeira vez, chutarei o pau da barraca nesse post. E já que é pra foder com tudo, começarei citando um cara que muitas vezes é odiado injustamente por causa das opiniões sinceras que emite – um rapaz chamado Israel Nobre (ou Izzy Nobre):

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“Nunca seja o mais inteligente do seu círculo social.”

Muitos de vocês podem pensar que é uma idiotice sem tamanho pensar dessa forma, que é falta de “coleguismo” com o próximo, mas a verdade é que ninguém gosta de gente burra. Principalmente de gente que não se esforça pra ser menos burra.

Imagine-se na seguinte situação: você é jovem, faz faculdade, tem hábitos regulares de leitura, também gosta de escrever e está desesperadamente à procura de um primeiro emprego. Aí seu brother da faculdade diz que vai te arrumar um emprego. A vaga que ele está desocupando, para ser mais específico. Você nem pensa duas vez e já aceita, e acaba indo trabalhar no lugar que mais tem gente idiota por metro quadrado – um shopping center. (Mas você não culpa o brother porque ele te fez um mega favor e te ajudou a ganhar dinheiro.)

Pois é, esse fui eu durante 11 longos meses.

Pra vocês terem ideia de como era torturante a situação, numa turma de 16 funcionários apenas eu e o gerente tínhamos colocado os pés na faculdade alguma vez na vida. Na verdade, nós dois éramos os únicos a ter prestado o maldito do vestibular. Aliás, existe até um episódio de Friends em que Joey conta para Rachel que a sua irmã Dina é a mais inteligente da família (“Sabe o vestibular? Então, ela fez a prova!”). E isso seria cômico se não fosse tão trágico.

Sério, tem gente lá beirando os 30 anos que não se vê fora do shopping. E sabem quantas pessoas com mais de 30 anos trabalham em shoppings? Poucas. E sabem quais são suas funções? Donos de lojas. Ou Gerente Geral de Faxina Rápida no Setor do Banheiro. O pior é que você resolve dar o duro golpe de realidade na pessoa e tem um “relaxa que isso tá nos planos” como resposta. Mas como tá nos planos se você resolve estudar pro ENEM depois de perder o prazo de inscrição, minha filha?

E mesmo quando vêm te pedir ajuda pra baixar um HD maior pro netbook ou pra mandar um e-mail furioso perguntando pra um desconhecido site de compras coletivas porque o iPhone de 80 reais nunca chegou, ainda ignoram sua não-burrice só porque de vez em quando você faz piadas e trocadilhos com pirocas. Sim, pirocas. Quem nunca? (A propósito, o assunto imaturidade fica pra outro dia.)

Sabem de outra coisa que me incomodava lá, mas num nível tão absurdo que eu fico com ódio só de lembrar? Algumas pessoas não conheciam o conceito de DEZENA E UNIDADE! Observe abaixo como uma das criaturas, ao escrever uma data, colocava o ano de 2013:

Porque afinal de contas, foda-se, né?
Porque afinal de contas, foda-se, né?

20013, mano! 20013!!!

Um dia resolvi perguntar como ela escrevia “vinte mil e treze” e a menina simplesmente bugou. Ela parou por alguns segundos observando como dois números com algumas centenas de diferença entre eles poderiam ser escritos de forma igual. Acredito que até hoje ela estaria pensando no assunto se coisas banais como uma pedra na rua não a distraísse.

Mas calma que esse post não é para falar mal das pessoas com as quais eu trabalhei. Esse post é pra falar mal da burrice em geral!

Por exemplo, nunca pergunte quem foi Steve Jobs, o que é o Guia do Estudante, o que significa “GLS” e coisas do gênero. E também, se você for do tipo de gente burra que não consegue entender ironia ou sarcasmo e dá aquela risadinha idiota de quem CLARAMENTE não entendeu porra nenhuma, por favor não complete com outra piada ou comentário. Não deixe que sua burrice transpareça.

E se você é burro e um dia você resolver ir à academia, ouça com atenção o seu instrutor e as pessoas que malham com você quando te disserem que tu tá fazendo a merda do exercício todo errado. Se é pra fazer tríceps no cross, você deve ficar com os cotovelos parados e não fazer uma simulação de um tucano tentando alçar vôo debaixo d’água.

E por favor, não pergunte nem mesmo por brincadeira – porque como eu disse anteriormente, você vai parecer ainda mais idiota – se quem vai na Campus Party usa caminhão-pipa pra tomar banho (afinal um ambiente fechado nunca tem banheiro, certo?).

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E falando em Campus Party, é por isso que eu amo aquele evento. Tecnologia lá é o de menos. Poder conversar sobre tudo – desde putaria até os filmes nomeados ao Oscar – de igual pra igual, com gente desconhecida mas com tanta intimidade que parece que vocês são amigos de infância, isso sim é que é foda. Fazer uma piadinha besta com uma referência obscura e pelo menos 2 pessoas na roda entenderem te faz sentir em casa.

Como eu tenho saudades daquela semana…

É por isso que eu tenho que parar de conviver com gente burra. E você também. A gente não precisa disso. Ninguém tem que ficar andando com marmanjo retardado pra ver se ele “pega no tranco”. Aqui é seleção natural, bitch!

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E não, eu não sou inteligente pra caralho. Como eu exemplifiquei com o tweet do Izzy, eu até prefiro ser o mais burro do grupo, porém tenho (quase) certeza que ninguém nunca quis escrever um texto como esse pensando em mim.

Cara, é muito fácil não ser burro. Basta conviver com seres humanos normais, ler de vez em quando, não ficar bitolado 24h dentro do seu quarto ouvindo sertanojo universotário e abrir mão das coisas que te fazem parecer um idiota.

Eu só não abro mão desse blog porque eu tenho que ser babaca de vez em quando.
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Humor autodepreciativo, a gente vê por aqui.

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