Lost in Translation, ou Encontros e Desencontros (como foi chamado no Brasil), é um filme de 2003 dirigido por Sofia Coppola. Já faz uma semana que eu vi esse filme e eu não consigo me desligar dele, então aqui vai uma lista com as possíveis causas:

[CONTÉM SPOILERS! Mas pode ler só os títulos em amarelo que tá tranquilo.]

#1 – O filme se passa no Japão

japan-garden

O Japão é foda, cara. Tem umas cidades muito fodas, tecnologia avançadíssima, paisagens naturais incríveis, sistema educacional priorizado pelo governo, um idioma complicadíssimo de entender (o que me faz querer aprender justamente pela dificuldade), teve o Godzilla, e mesmo sendo um país que passa por perrengues constantes como terremotos e tsunamis ele consegue se reerguer em pouquíssimo tempo. Basicamente o Japão é o completo oposto do Brasil, e não só geograficamente falando.

Aliás, Desafio em Tóquio foi o único filme de Velozes e Furiosos que eu assisti. E meu pêsames pelo Paul Walker.

#2 – Bill Murray

bill murray, pernalonga e michael jordan

Esse cara caçou fantasmas, jogou basquete com o Pernalonga e com o Michael Jordan, viveu o mesmo dia várias vezes e até mesmo ganhou um episódio especial do OmeleTV, além de milhares de citações em episódios futuros. Pô, o Bill é foda.

#3 – Scarlett Johansson antes de ser overrated

Anna Faris, Scarlett Johansson e Giovanni Ribisi

93,5% da população mundial com acesso à internet vive pagando pau pra Scarlett Johansson, principalmente se aquela foto onde ela tá com uma blusa vermelha e um super decote (ou aquele onde ela tá de shortinho verde e quase sem blusa) estiver aberta no navegador. É o que aconteceu anteriormente com a Megan Fox na época dos Transformers e é o que vem acontecendo com a Jennifer Lawrence por causa daquela merda (eu disse DAQUELA MERDA!) de Jogos Vorazes.

Mas essa Scarlett do filme tinha apenas 19 anos e nenhum silicone. E isso, meus amigos, é algo que deve ser apreciado.

PS.: nada contra silicone.

#4 – Anna Faris cantando Nobody Does It Better (bêbada)

Começo esse tópico deixando claro que a participação da Anna Faris foi uma das coisas menos legais do filme. Aliás, de todos os filmes com ela que eu já vi, os únicos que eu gostei foram Garota Veneno (me julguem) e o próprio Encontros e Desencontros, no qual o único papel dela é ser uma antiga amiga chatinha do namorado da Charlotte (Johansson), além de quaaase ferrar o relacionamento dos dois. Peraí, será que foi um “quase” mesmo? Respondam aí em baixo se tiverem alguma opinião sobre isso.

Mas bem, a melhor cena dela durante o filme sem dúvida foi essa:

A música original é de Carly Simon e foi usada em 1977 como tema do filme “007 – O Espião que me Amava”.

#5 – Ausência de cena desnecessária de sexo

Se uma cena pode ser perfeita devido a sua não-existência, então podemos falar da cena de sexo de Lost In Translation. Sabe quando você tá curtindo o filme mas ainda fica com pé atrás porque sempre tem uma cena que vai cagar a porra toda? Então. Quanto mais o filme avançava, mais eu ficava esperando a contragosto a cena de sexo que uniria de vez o casal Bob Harris (Murray) e Charlotte, mas em prol do bom gosto isso não aconteceu.

“HURR DURR IA SER DAORA VER A GOSTOSA PELADA”. Cara, não é um filme pornô. Não ia aparecer nada. Então se acalma aí e continua lendo.

#6 – Essa cena:

lost in translation karaoke

Não escolhi essa cena por ser “bonitinha”. Ok, não escolhi essa cena SOMENTE por ser bonitinha, mas também porque é aqui que vemos que os dois estão completamente sozinhos na imensidão que é Tóquio. Eles estão naquele país praticamente obrigados, se vêem num hotel durante uma noite de tédio e saem pra cantar num karaokê com uns amigos japoneses da menina. Aí quando ninguém mais tá aguentando ouvir japonês bêbado tentando cantar em inglês, eles saem pra espairecer e ficam aí nesse love todo.

Pra quem quiser ver a cena completa, é só entrar nesse link aqui.

E é por isso que Lost In Translation é meu novo filme favorito. :)

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