Uma das piores coisas que podem acontecer com alguém que gosta de escrever é o tal do bloqueio criativo. Depois de quase um mês pensando em como escrever o Post Número 100 desse blog, finalmente cheguei a uma conclusão. Não que eu não soubesse sobre o que escrever, mas eu simplesmente não estava encontrando o formato ideal.

Minha ideia inicial era escrever um texto apontando coisas legais que eu já escrevi aqui para os leitores de primeira viagem. Eu queria que parassem para ler de verdade ao invés de ficarem rolando a página procurando um vídeo engraçado ou um gif maneiro pra mandar pros amigos no Facebook.

Tá bem, toma aí seu gif, mas dá pra continuar lendo o texto?

Pois bem, pensei também no formato do texto e resolvi fazer uma listinha descontraída pra disfarçar a prepotência de escrever um post dizendo como os outros posts são fodas já que faz muito tempo que eu não faço uma dessas. Então sem mais delongas, vamo lá.

#1 – Os blogs “autorais” estão acabando

selo blog massa

Eu sou um cara nostálgico pra caramba, a ponto de sentir saudades até mesmo da blogosfera-moleque dos idos de 2008. Inclusive foi nesse ano que ganhei meu primeiro troféu de reconhecimento por ter uma página legal: esse selo aí em cima com a cara da Ivete Sangalo. Grandes bostas, eu sei. Mesmo assim era legal fazer parte de uma comunidade que escrevia porque gostava e não porque sabia que no final do ano ia concorrer ao ~incrível~ prêmio de ~troll~ no YouPicles. Ou então, uma galera que escrevia falando bem de alguma coisa que fez ou ganhou mesmo não sendo um publieditorial. Não estou dizendo que ganhar dinheiro na internet é errado (muito pelo contrário), mas seria interessante pelo menos colocar alguns textos no meio do seu site de propagandas.

E como não mencionar os blogs da Resistência™ que ainda estão por aí como o Hoje é um Bom Dia, o Miss American Pie!, o Farofa Humana do Felippe Katan (que faz parte da meia dúzia de oito que lêem isso aqui), o Odeio e Justifico, o Que Diabos?, o recém conhecido Just Wrapped, entre outros que infelizmente eu não sei a URL porque esse tipo de conteúdo não é mais tão difundido hoje em dia.

Tudo isso e foi só o primeiro item da lista.
“Nossa, odeio texto grande. Vou ler mais não.”
E é por isso que blogs como esse quase não existem mais.

#2 – Pessoas gostam quando os outros se fodem e mais da metade das histórias desse blog são sobre eu me fodendo

skate

É verdade. Tanto que eu tive que criar uma categoria chamada Desventuras pra eu poder contabilizar minhas cagadas. Foram tantas… Já me ferrei com o cancelamento do Enem, com um episódio digno de Modern Warfare com tinta na minha ex-escola, com o orkut divulgando a data do meu aniversário e, mais recentemente, com um cartão de crédito que eu nunca pedi. É tanta merda que é incrível que eu não tenha desenvolvido uma tendência suicida durante esses anos.

#3 – O blog também tem posts sérios (e outros textos que não são sobre mim)

tv banksy

No momento só consigo me lembrar de três posts sérios, mas provavelmente existem outros (caso contrário, haverão no futuro). O primeiro deles foi uma carta-resposta à matéria que Revista Veja publicou sobre o Rafinha Bastos. Mandei um e-mail com esse texto pra revista e obviamente não publicaram nem mesmo um trecho, afinal eu não estava concordando com nada que foi apontado naquela matéria. O segundo foi sobre o chorume que estava escorrendo pelo Facebook após a morte de Steve Jobs sobre porque as pessoas se importam mais com ele do que com as milhares de criancinhas que passam dessa para melhor na África por causa da fome. E o mais recente que eu consigo me lembrar é sobre as cagadas que houveram na Campus Party 2013 (evento no qual eu não fui graças a uma cagada à parte da organização, que podemos chamar carinhosamente de “ingresso de ouro”).

#4 – Meus textos têm a qualidade mínima para figurar no site dos outros

pulitzer

Já publiquei dois textos no meu site de cultura pop favorito, o Bacon Frito. O primeiro foi sobre séries de TV que acabaram sendo canceladas por minha causa (não disse que eu sempre me fodia?) e o segundo foi sobre a arte da dança de um futuro-distópico chamado presente. Prestigiem o site deles também, eles são foda.

Existe também uma continuação para o texto sobre as séries, mas ainda falta terminar.

Além disso também publiquei alguns textos no finado (?) CineFanático, o qual eu nunca soube realmente como se escreve, se é tudo junto ou separado. Um dia vou republicá-los aqui antes que o “portal” se feche para todo o sempre.

#5 – As sagas intermináveis (ou quase isso)

finalf

Todo blog que se preza deve ter uma saga quase interminável que sirva como fomentador da curiosidade alheia (e para angariar mais leitores e pageviews). A primeira delas foi escrita em 2009 e fala sobre minha festa de formatura, a qual eu lembro com detalhes por estar completamente sóbrio naquela noite. Já a segunda aconteceu no ano passado, e tem eu como protagonista passando vergonha logo nas minhas primeiras semanas trabalhando num shopping center no cu centro de Belo Horizonte.

#6 – Os easter eggs

wally in apocalypto

Como um pseudo blog nerd, o Desde 91 também possui atrativos para quem gosta de procurar conteúdo escondido na página. Talvez não tão escondido – e muito menos agora – mas se você passar o cursor em cima de quase todas as imagens que ilustram meus textos, você verá um comentário, um link ou alguma abobrinha escrita por mim como complemento da sua experiência de leitura. Me agradeça depois.

#7 – O feedback do seu feedback

feedback

Como esse blog ainda não passa de um milhão de visualizações por dia, ainda consigo responder aos comentários que vocês escrevem. E eu sei como é frustrante não ter seu comentário respondido. (Se isso acontecer, me cobrem.)

#8 – As eternas promessas ainda a serem cumpridas

acordo

Vez ou outra eu abro um parêntese gigante no meio de um texto para contar um caso relacionado com o assunto principal. Quando não dá pra fazer isso eu simplesmente prometo que um dia contarei a tal história (vide item #4 dessa lista).

É o meu jeitinho.

Mas é verdade. Um dia eu escrevo.

E fim.

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