Há muito tempo que eu não escrevo um post “sério”, então vamos lá.

Desde o final da Campus Party do ano passado venho tentando convencer amigos meus de nos encontrarmos no maior evento de tecnologia do Brasil (“carece de fontes”, já dizia a Wikipedia). Todos nós temos gostos em comum e acaba que a Campus Party é a única chance que temos no ano de encontrar todo mundo.

Pois bem, lá pelo meio do ano passado recebemos a surpresa de que o evento custaria o dobro do valor. Ou seria mais que o dobro? Bom, não lembro, mas isso não vem ao caso. A inflação foi tão absurda que muita gente deu chilique, fez boicote, xingou o Paco – idealizador do evento – no twitter, fez hashtag como se essa bosta resolvesse alguma coisa e no fim das contas acabou indo no evento assim mesmo.

Acabei não comprando o ingresso porque muitos dos meus amigos disseram que não iriam, mas no fim das contas a organização do evento tava tão desesperada pela falta de contingente que resolveu dar ingressos como se fosse bala. Em um concurso você deveria escrever um texto sobre porque o evento é foda, aí nego digitou um frase com erro gramatical e acabou ganhando ingresso. Em outro, você deveria fazer um vídeo bem produzido para a Empresa Tal, patrocinadora do evento. Daí vão lá, pegam a primeira TecPix que vêm pela frente, fazem um mini-vlog sem camisa e também ganham a bosta do ingresso. Obviamente estou hiperbolizando a situação toda. Não foi tão escroto assim, mas não deixa de ser verdade.

Quanto aos problemas de água, luz, calor, filas e tudo mais, me parece que a organização finalmente resolveu não deixar para a última hora (exceto o transporte grátis para os campuseiros que queriam ir para outros cantos de São Paulo, além de outras merdas que provavelmente aconteceram e que possivelmente discutiremos em um podcast futuro). Não sei ao certo a quantas andam o evento, até porque não estou tendo tempo de me atualizar direito. Só vejo umas fotos ou notícias por alto e nada mais.

Porém, o que me fez finalmente escrever esse post foi a merda que deu quando uma certa companhia aérea resolveu fazer um festa mexicana no Anhembi e dar um pedaço de pau pra uns nerd quebrarem uma pinhata. O que aconteceu foi um bando de gente indo pegar coisas caindo do teto, gente perdendo óculos e pessoas ganhando murro no olho. Basicamente a cena abaixo, porém com o número de pessoas ao redor multiplicado por 10.

Pinata-FAIL
(Odeio gifs animados e continuarei odiando.)

Daí nego me vem com o argumento de que com o ingresso custando duas vezes mais, o evento fica mais seleto, com mais pessoas da classe A, com gente do mais alto garbo e elegância, e sem os “mendigos de brinde”. C’mon!

cmon

Tudo bem que é legal participar – e fazer – promoções na Campus, mas não precisa ter toda essa bagunça e gritaria. Muita gente vai lá a trabalho ou tem equipamento caro PARA CARALHO. Imagina só você correndo igual um débil mental e derrubando um XBox ou um casemod por pura idiotice de ir buscar uma prêmio saído de dentro de uma pinhata. É no mínimo ridículo.

Mas sejamos sinceros: a culpa não é toda dos campuseiros. Ela é dividida com as equipes “organizadoras” de concursos desorganizados, como ocorrido também no ano passado quando um banco disse que daria prêmios pra quem levasse o maior número de toalhas para eles. Sabe o resultado disso? Toalhas roubadas daqui ó:

toalhas campus party 2012

Fica então meu conselho: sejam menos idiotas e aproveitem melhor a Campus Party. E Paco!, diminui esse preço aí que ano que vem eu quero ir.

PS.: clique no gif desse post e assista a confusão com a pinhata ocorrida minutos antes da postagem desse texto.

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