Esse fim de semana viajei pra minha cidade natal. É isso que eu faço duas vezes por mês – trabalho até às 18h no sábado e vou pra rodoviária às 18h45 onde pego meu ônibus. Só que dessa vez fiquei mais do que o previsto na loja e, devido ao mau cálculo do tempo, cheguei tarde na rodoviária. Basicamente foi isso, mas como prometi 3 textos por mês e vocês gostam de ler sobre desgraça alheia, por favor, acompanhem.

Já eram 18h20 quando saí da loja. Enquanto descia a rua eu ia decidindo se iria para a rodoviária à pé ou de táxi. (Percebam que eu disse “à pé”. Quem fala “de à pé” deveria ter sua carteirinha do Mobral recolhida pelo governo.) Pois bem, a distância não era tão grande, por isso mesmo atrasado resolvi ir caminhando.

Comecei a descer (ou subir, não sei ao certo) a Avenida Amazonas rumo à Praça Raul Soares, só que no meio do caminho percebi que esse era exatamente o caminho oposto ao que eu deveria fazer. Fui entrando em umas ruas desconhecidas até que voltei pro caminho certo e avistei a rodoviária de longe. Estava ameaçando a chover, só faltavam dez minutos pro meu ônibus sair e eu ainda nem tinha comprado a passagem.

Cheguei no guichê da Ave Esverdeada – parabéns pra quem entendeu – e pedi urgentemente uma passagem pra viagem de 18h45. Quando o atendente me disse “corre e compra dentro do ônibus mesmo” eu já estava há 10 metros de distância. Desci as escadas olhando pro relógio que marcava 18h40. Conferi a carteira e faltavam quinze reais. Puta merda, que que eu fiz pra merecer isso?!

Subi as escadas pulando três degraus por vez afim de chegar no caixa eletrônico. Vi um letreiro iluminado escrito BANCO 24 HORAS de todo o tamanho e corri pra lá. Chegando no banco, vi que as luzes de dentro estavam apagadas e que tinha um papel minúsculo pregado do lado de dentro do vidro dizendo que haviam caixas eletrônicos do outro lado da rodoviária. Lá fui eu correndo pra sacar aquela merda de quinze reais. Olhei meu saldo e eu tinha exatamente 17 reais.

“Pô, que sorte a sua, hein?”, você deve estar pensando agora.

Não, amigo. O caixa só tinha notas de 20 disponíveis.

Olhei pro relógio e constatei que haviam 5 minutos que meu ônibus tinha partido. Foi aí que eu lembrei do dinheiro que eu tinha guardado na mochila. Se eu tivesse pensado nisso antes, não precisaria ter passado tanto aperto. Porém, vocês também não teriam o que ler hoje aqui no blog.

Me arrependendo de cada cagada que eu fiz desde que eu saí da loja e ganhei a rua, fui pro guichê de outra empresa onibuzística e comprei uma passagem para 19h30. Procurei um lugar pra me sentar e fiquei assistindo uns vídeos no iPod. Quando me dei conta já eram 19h20 e saí andando pro portão de embarque “C”. Só que como eu deveria ter ido pro “G”, dei mais uma volta na rodoviária a passos largos, desci mais uma escada correndo e quase esbarrei numa simpática moça que se sentava nos degraus da rodoviária enquanto acendia calmamente seu cachimbo de crack. True story.

Enfim, consegui pegar o ônibus e cheguei em casa por volta das 22h30. Agora só daqui duas semanas de novo.

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