Olá, vocês. Talvez vocês não saibam, mas minha infância foi a mais normal possível, regada a desenhos norte-americanos. Nunca assisti Pokemon, Digimon, Bakugan, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco e essas coisas pervertidas que os orientais espalharam pelo mundo.

Ou vai me dizer que isso é normal pra uma criança de 6 anos?

Inclusive tem um vídeo caseiro meu onde eu tô assistindo TV na sala e minha mãe (ou meu pai, não lembro) me pergunta o que eu tô assistindo.

“Tô atitindo os Timpsons” (Tô vendo os Simpsons aqui, blz?) – respondi

Talvez seja até por isso que meu senso de humor desagrada às pessoas de bons costumes e valores familiares. Se quando eu tinha quatro ou cinco anos assistia Simpsons e hoje eu escuto UDR e rio de piadas que falam de religião e aborto, o que será de mim dentro de dez ou quinze anos? Ainda bem que não existe mais a inquisição

Voltando ao assunto de hoje, vou falar sobre um anime que eu conheci no auge dos meus dezenove anos. Estava eu saindo com uma colega de faculdade no ano passado, e essa menina era provavelmente a única otaku da cidade. Aliás, aprendi com ela que “mulheres-otaku” são chamadas de otome. Vivendo e aprendendo.

Pois bem, estava eu na casa da menina quando ela resolve me apresentar toda a sua coleção de posters, roupas de cosplay, DVDs de hentai anime e tudo que envolve a cultura japonesa. Inclusive seu vestuário era completamente discrepante das outras meninas da cidade. Veja bem, estamos falando de uma cidade universitária de aproximadamente 45 mil habitantes, onde tudo que existia ali era sinônimo de álcool, sexo e roupas curtíssimas. Não foi à toa que o visual da otome me chamou a atenção.

Depois de me apresentar seus animes ela me passou um monte deles, incluindo o sanguinolento High School of The Dead (que é bom pra caralho) e o Love Hina (um anime de mulherzinha mas que é engraçado pra caramba). Aliás, a pasta que ela copiou tá na minha área de trabalho até hoje. Eu tenho que arrumar um lugar melhor que o desktop pros meus arquivos.

Quase 20GB!

Enfim, assisti todos os episódios e acabei gostando. E não foi porque eu queria impressionar a menina, afinal eu já tava ficando com ela. Aliás, isso é uma coisa muito escrota: o cara não tem nada a ver com a pessoa que ele tá afim mas fica inventando gostos em comum pra poder impressionar. Claro que fazer coisas para impressionar a mulher que gosta e fingir ser algo que não é são duas coisas completamente diferentes. Acho que vocês entenderam, né? Então tá.

A história de Love Hina é sobre um rapaz chamado Keitarô que vai prestar o vestibular pra Universidade de Tokio. Como ele é um pé-rapado (além de ser meio burro) ele vai pedir abrigo na casa do avó, mas acaba descobrindo que o lugar virou uma pensão feminina onde mora Naru Narusegawa (a outra protagonista) e suas amigas. Durante os episódios rolam altas cenas de ~climão manêro~ entre os dois, além de tramas à parte onde uma das meninas (Kaolla, a mais maluca de todas) se revela princesa de um reino blá blá blá blá blá… Essas coisas você pode achar até na wikipedia, mas eu recomendo que baixe logo o anime porque tem spoiler pra caralho na enciclopédia colaborativa.

Mas porque diabos eu tô falando desse anime? Primeiro, porque é legal. Segundo, porque a música de abertura é viciante e eu faço questão de aprender a cantar. Terceiro, porque eu tava cantarolando essa música mais cedo e resolvi escrever esse post, afinal o blog é meu e eu falo do que eu quiser.

Recomendo que veja também esse vídeo, com a música sendo tocada no piano.

PS.: o texto ia se chamar “Love Hina (o PRIMEIRO anime que eu assisti)”, mas quando eu já tava no meio do texto lembrei que o primeiro foi Serial Experiments Lain, o qual eu recomendo fortemente.

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