ATENÇÃO, CAMBADA! HOJE É MEU ANIVERSÁRIO E ESTOU ACEITANDO PRESENTES.

E agora, vamos ao texto de hoje…

Ao longo desses meus 20 anos de vida morei em nada menos que seis cidades. Isso dá mais ou menos 3,33 anos em cada cidade (ou 3 anos e 4 meses caso você não queira fazer a conta).

Quando surgiu o Google Earth, o qual eu soube da existência muito antes do Google Maps, eu fiquei ensandecido. Queria procurar por todos os lugares os quais eu já tinha ido na vida. E olha que só dava pra ver fotos de satélites tiradas em má resolução e, se não me engano, quando a cidade era relativamente pequena e desconhecida, nem dava pra você procurar pelo nome da rua.

Alguns anos se passaram, grandes melhorias googlezísticas aconteceram, a interwebs evoluiu, eu me tornei rico e famoso e o Google Street View foi criado. E lá fui eu procurar pelos lugares onde passei e, mais importante que isso, pelas casas onde eu morei. Totalizando, foram 12 residências entre casas e apartamentos (contando com a casa onde eu morei nos meus 6 primeiros meses de vida, e uma outra casa onde morei apenas durante um mês, sete anos mais tarde).

Acontece que quando o carro do Street View passou no Brasil pela primeira vez, no final de 2009, apenas duas cidades “minhas” foram fotografadas. E pra minha falta de sorte, eram justamente as duas cidades mais recentes. Foi interessante ver as fotos e tudo mais, porém o sentimento de nostalgia foi zero.

Alguns meses se passaram e então chegamos no dia 27 de setembro de 2011, também conhecido como “três meses atrás” caso você esteja lendo isso na data de publicação. O portal G1 publicou uma notícia sobre o Street View mas a única menção feita foi que a região sul do Brasil tinha entrado para a lista de lugares fotografados. Grandes merdas, eu não moro lá. Aliás, nunca nem cheguei perto da região sul do Brasil. Enfim.

Estava eu mais uma vez trabalhando como analista de redes sociais tuitando vagabundamente quando me deparo com um tweet avisando que Montes Claros tinha sido fotografada. “Com mil caralhos!”, pensei. (Mentira, não pensei isso. Apenas escrevi pra tentar dar um impacto maior nesse texto.)

Montes Claros foi a cidade onde eu morei entre os anos de 1992 e 1998. Saí de lá alguns dias após meu sétimo aniversário (que, aliás, foi o melhor de todos até hoje) e voltei somente uma vez, com 8 ou 9 anos. Agora imaginem vocês o que se passou na minha cabeça quando surgiu a oportunidade de rever as ruas em que eu morei, os prédios que foram meus lares por alguns anos, a escola na qual eu aprendi diversas coisas inclusive que apontar o dedo em riste para a bunda da professora enquanto um filho da puta dedo-duro está te olhando pode te ferrar, e muitos outros lugares. Primeiramente fiquei empolgado, mas depois hesitei por alguns segundos pois eu estava com medo de, quase 14 anos depois, a cidade ter mudado drasticamente e assim eu perderia as imagens que eu guardava na cabeça.


“Que se foda”, pensei.

Abri o Google Maps e digitei o endereço do último lugar onde eu morei em Montes Claros. Permita-me explicar: meus pais e eu moramos em dois apartamentos lá. Decidi procurar pelo mais recente pois era o que estava mais fresco na memória.

Pois bem, não cheguei exatamente no prédio, mas sim na esquina, onde outrora foi um lote cercado por um muro e hoje era um supermercado da rede Bretas. Caminhei virtualmente pelo quarteirão e qual foi minha surpresa que a ÚNICA mudança que fizeram no prédio foi a pintura da fachada. Antes era laranja e agora é cinza.

Se você está lendo isso, saiba que dá pra clicar em todas as fotos desse post.
Clique para abrir o Street View

Depois de admirar aquele prédio por alguns minutos, comecei a relembrar certas coisas do meu passado. Por exemplo, na casa ao lado havia um moleque muito chato que um dia – não sei como – obteve minha permissão para ir na minha casa e entrar no meu quarto. Naquela tarde mostrei a ele os meus tazos que estavam guardados na gaveta. Pra minha surpresa, quando o moleque filho da puta já tinha ido embora, abri a gaveta novamente e dei por falta de alguns daqueles meus itens de coleção. Obviamente fiz o que qualquer um na minha idade faria: chamei minha mãe e ela me levou até a casa do menino que me devolveu tudo (bom, acho que foi tudo mesmo).

Como o universo não perdoa e o que aqui se faz aqui se paga, a casa do pequeno delinquente acabou virando um laboratório. Agora ele não poderá ver sua casa novamente.

[UPDATE DE 07/08/2014] Agora começo a achar que o universo foi até um pouco cruel com aquele garoto. Acabei de revisitar a frente da casa dele e não sobrou absolutamente nada de lá.

update casa

Depois de rever esses lugares, assim como a minha escola que ficava na mesma rua do apartamento, eu me dei uma missão: achar o primeiro apartamento onde eu morei, o lugar onde eu cortava o cabelo e onde foi que eu comprei meu cartucho do Tom & Jerry. Apesar desses dois últimos serem locais completamente aleatórios, eles fizeram parte da minha infância e eu sabia que dava pra encontra-los facilmente (o salão era perto do local de trabalho do meu pai e eu tenho o cartucho de Tom & Jerry até hoje com a etiqueta da loja atrás).

Pois bem, missão dada é missão cumprida e aqui estão os lugares:

Bom, ainda não achei meu cartucho de Super Nintendo. Ao invés disso, apresento-lhes a melhor pizzaria do mundo:

E agora, pra terminar, vou mostrar dois lugares bem legais: os fundos da minha escola e uma lojinha chamada All Time, que me dá a impressão de que se existissem hipsters nos anos 90 eles a adorariam.

Esse post não tem conclusão, são apenas fotos e uma historinha não muito bem contada da minha infância. Apesar disso, terá uma continuação que será publicada em breve. Aguardem.

E não se esqueça: hoje é meu aniversário, portanto dê-me os parabéns nos comentários.

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