Quem convive comigo, lê meus textos ou ouve meus podcasts sabe que eu sou saudosista pra caramba. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer – e que a internet quebrou um pouco do “encanto” – é me encontrar (acidentalmente ou não) com pessoas com as quais eu convivi anos atrás. Bom, nem todo mundo porque a maioria é um bando de filho da puta mermo. (Brincadeira!)

Encontrar um ex-colega na rua e ter cinco minutos de conversa é muito mais legal do que adicioná-lo entre seus 235 amigos do orkut Facebook e só conversar com ele uma vez por ano quando for dar aquele “Parabéns, tudibom” manjado no aniversário dele.

Então, sem mais enrolações, vou contar a história de hoje.

Estava eu num lugar que eu não me lembro bem onde era. Parecia um hotel, mas talvez fosse um clube. Tudo que eu lembro é que tinha um pequena construção com alguns quartos dentro e uma piscina lá. Bom, eu tive a impressão de que lá dentro teriam quartos, mas não sei ao certo porque não só vi o lugar do lado de fora. Aliás, parecia muito com o lugar da foto abaixo.

Era dia e eu estava andando pelo lugar. Pra minha surpresa, encontro uns 6 ou 8 ex-colegas que estudaram comigo há nove anos. Eu, do alto do meu saudosismo, fui logo falar com eles e perguntar o que fizeram da vida durante esse tempo.

Pra minha surpresa e estranhamento, o máximo de conversa que eu tive com eles foi um aperto de mão que eu dei num colega meu (arrogante desde os tempos do ensino fundamental, aliás) e um “oi” que eu disse pra uma colega mais simpática. Após isso, eles me deixaram de lado e automaticamente fizeram uma rodinha tal qual jogadores de futebol fazem para discutir táticas de jogo minutos antes de uma partida.

Eu, ainda empolgado com a presença daquelas pessoas, tentava chamar a atenção delas e entrar na rodinha também. Fui sumariamente ignorado e fiquei chateado pra caramba.

Ainda bem que após isso eu acordei. Imagina só que horrível você ser ignorado pelo seus colegas de infância fora de um sonho.

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