Sim, amigos, eu fui numa balada gay. Mas é melhor começar a contar do começo…

Estou morando em Belo Horizonte (também conhecida como “BH” ou “Belzonte” para os íntimos) há exatamente 56 dias e até então não tinha feito nada demais além de ir no cinema, barzinho ou casa de amigos. Então ontem eu fui numa boate geralmente frequentada por homoafetivos para assistir o show da banda UDR. Sério, se você não conhece a banda, tem bom gosto musical e ainda preserva seus valores familiares e éticos, NÃO PROCURE essa banda no Google.

Sério, não procure!

Agora que você voltou do Google e está horrorizado com as letras e preparando-se pra me xingar nos comentários, continuarei a história.

Fig. 1: eu no meu quarto provisório.

Bom, fui no show da UDR basicamente por 4 motivos: Primeiro, porque eu já tinha perdido o show do retorno da banda que aconteceu em agosto; segundo, por causa da companhia da Nina (sim, eu sei que você está lendo isso); terceiro, porque ficar a semana inteira num quarto minúsculo cuja largura é menor do que eu com os braços esticados é uma bosta; e o quarto e último motivo que me fez ir na festa foram os possíveis momentos de LULZ que iriam acontecer lá dentro (principalmente porque no convite estava escrito “chegue vestido de sexo oposto e ganhe um drink na entrada”).

Pois bem, chegamos na boate por volta da meia-noite e não tinha ninguém na porta além de um cara usando um vestido, dois seguranças de terno, uns caras com pinta de metaleiro e mais umas dez pessoas normais. Por “normais” entenda que eles não tinham nada de chamativo e que valesse a pena descrever nesse post. Como ainda tava cedo (a festa tinha começado às 23h30), resolvemos entrar num barzinho da esquina – muito agradável por sinal – à procura de alguma coisa que nos tornasse mais alegres naquele momento. Por fim não escolhemos nada e resolvemos voltar pra porta da boate. O número de pessoas agora havia aumentado absurdamente durante nossos 5 minutos de ausência e, além de mais um monte de pessoas “normais”, agora também tinha um cara vestido de gogo boy e um outro com um veado/cervo de plástico em cima da cabeça.

Meia-noite e meia. Entramos.

Subimos as escadas, encontramos pessoas sentadas, pessoas dançando, pessoas bebendo e muita música boa como ABBA, Bee Gees, Village People e essas músicas clássicas com um leve toque de baitolice mas que todo mundo gosta. Depois tocou “I Believe in a Thing Called Love” do The Darkness e daí a coisa escambou pro rock. Foi muito foda.

Nesse meio tempo, o MC Carvão, o MS Barney e o Professor Aquaplay (membros da UDR) apareceram na boate e foram direto nos bons drink. Além disso, duas lésbicas começaram a se pegar do meu lado mas isso não foi nada demais pra quem tá acostumado a ver isso todo dia no XVideos.
Minutos antes de a UDR começar a tocar, os DJ’s travestis tocaram também o funk do Mortal Kombat, uma versão rock and roll de “Sou Foda” e um trecho do áudio do esdrúxulo vídeo do sanduíche de buceta.

Como era de se esperar, a UDR foi muito carinhosa com os fãs, não falou nenhum palavrão nas suas músicas, não errou nenhuma letra e ainda destinou uma salva de palmas para Jesus Cristo. E mais: durante a música “Gigolô Autodidata” o MC Carvão mandou todos se comportarem e não participarem em hipótese alguma de um grande mosh pit.

Enquanto isso, num outro canto da festa, mais um casal gay se pegava. E não eram lésbicas.

O show terminou por volta das 3h da manhã e, com um incentivo do nosso cansaço e de nossas retinas parcialmente queimadas por causa da luz estroboscópica, fomos embora.

TO BE CONTINUED… (ou não.)

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