Estava eu mais uma vez utilizando a rede mundial de computadores quando o destino me redirecionou para o Camiseteria, uma loja de roupas muito bacana onde eu comprei uma das melhores camisetas que eu tenho hoje. Mas divago.

Olhando diversos modelos a procura de algum que me interessasse, achei o modelo abaixo:

Cá pra nós: ela é meio feinha.

O que me chamou a atenção não foi o modelo em si, mas sim o fato de eu já ter visto o mesmo desenho em outra camiseta que a não a do Camiseteria. Aliás, não só em uma, mas em várias camisetas.

Acontece que todo ano, na escola onde eu estudava, era feita uma “mostra cultural” que obrigava os alunos a se matarem de estudar um assunto que não os interessavam para, semana depois, apresentarem à diversas pessoas que não estavam nem um pouco interessadas naquele monte de baboseiras que eram ditas ali. Para vocês terem uma ideia de quão merda é esse negócio de mostra cultural, no último ano em que eu participei eu tive que decorar um texto enorme sobre CROMOTERAPIA, um modalidade de medicina alternativa – baseada nas cores – tão inútil quanto aquela porcaria de Power Balance.

Pega no meu power balance.

Enfim.

Além desse trabalho de corno o qual nós alunos éramos submetidos, também tínhamos que correr atrás de patrocínio para comprar material para enfeitar a sala em que iríamos apresentar, assim como mandar estampar a camiseta do grupo, pois para a maioria, apresentar a mostra usando o uniforme da escola era sinal de desleixo.

Os grupos que conseguiam bastante patrocínio com a máfia o comércio local, normalmente faziam suas camisetas com um cara que eu vou chamar de W afim de evitar um processo judicial. As camisetas do W eram de ótima qualidade – a malha era confortável e as estampas muito bem feitas. Bem feitas até demais…

Meses após a minha primeira mostra, por volta de novembro de 2007, descobri que a estampa da camiseta do meu grupo fora descaradamente chupinhada do logotipo do site Tudo Gostoso. Naquele ano, meu grupo apresentou um trabalho sobre a culinária de alguns países, então nada mais “apropriado” do que colocar o desenho de um site de receitas na nossa camiseta.

Vish...

Na época isso passou tão batido que eu me lembro de ter comentado somente com uma pessoa: a minha mãe. Então avançamos a fita para 2011. Mais precisamente para a situação descrita no início do texto. Estava eu lá no site, olhando estampas, coisa e tal… De repente eu vejo aquele robô amarelo e meu cérebro busca lá do fundo da memória onde eu já tinha visto esse desenho.

Puta que pariu!, pensei.

Esse cara (o W) tá ganhando a maior grana aqui na cidade, pagando de artista, de designer e de fodão quando na verdade ele tá kibando tudo dos outros.

Já dizia Einstein que o segredo da criatividade é saber como esconder as fontes. W com certeza não entendeu isso muito bem.

PS.: o grupo que usou a camiseta do robô não era da minha sala na época. Era da turma da sétima ou oitava série, sei lá.
PPS.: depois de finalizar esse texto, lembrei da minha camiseta da medicina alternativa. Digitei “yin-yang floral” no Google e adivinha só?

Vish... (de novo)
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