Acabei de ver essa foto num álbum de uma colega minha do Ensino Médio.

Achei uma puta falta de sacanagem alguém chegar numa foto antiga (antiga nos padrões atuais, porque hoje todo mundo tira umas 200 fotos por dia), deixar um comentário e fazer com que essa foto apareça no meio das atualizações recentes dos seus amigos. Tá, nem pra todo mundo isso é sacanagem, mas eu sou meio saudosista e pensar no fato de que essa época já se foi e não voltará mais é muito paia. Por falar nisso hoje eu vi o trailer do filme “A Ressaca” e acho que o filme deve ser muito foda, mas voltando ao assunto…

Como vocês já estão cansados de saber, terminei o ensino médio no ano passado e durante quase um ano fiquei puto com a escola, afinal aconteceu tanta merda que só quem tinha muita paciência fora capaz de aguentar.

Pensei em começar esse texto falando sobre como foi minha “fabulosa” vida na escola desde que eu era pequeno, mas esse post iria ficar gigantesco e chato, além do que eu não teria histórias escolares para contar depois. Sendo assim contarei agora…

Tudo começou em 2007, quando saí de uma escola não muito boa onde tinha estudado durante um ano e meio, para ir estudar em uma “escola de playboy”. Quem estuda lá, sabe que não é realmente uma escola de playboy, apesar de alguns alunos que gostam de manter essa alcunha com muito orgulho.

Se eu fosse playboy, certamente seria um desses três.

Bom, a grande preocupação de todo novato é enturmar-se logo nos primeiros dias de aula, mas para o meu alívio eu já tinha dois conhecidos que seriam meus colegas. Mesmo assim não me dei por satisfeito e, no último fim de semana antes de as aulas começarem, entrei na comunidade orkutiana da escola à procura das pessoas que seriam minhas colegas a fim criar um contato antes mesmo de conhece-las. Felizmente havia (e ainda há) um tópico em que as pessoas dizem para qual turma elas estão indo. Com isso, adicionei duas meninas lá que se mostraram boa gente durante esses três anos.

Avance a fita para nove meses mais tarde.

A milenar “brincadeira do cuecão”/”puxar as calças do colega para baixo” tinha voltado à tona. Se você nunca ouviu falar do cuecão, creio que você não teve infância ou nunca assistiu “O Máskara”.

Eu, com minha impressionante habilidade escapatória, tinha conseguido sair ileso de tal brincadeira até o penúltimo horário de aula. Infelizmente o último horário era de Educação Física, que era realizado numa praça de esportes a alguns quarteirões da escola. Ou seja: fora do território escolar, tudo de ruim que acontecesse com você, era problema só seu e não da escola. Foi então que nos últimos minutos de aula, comecei a perceber uma estranha movimentação de quase todos os meus colegas – bando de filhodaputa – à minha volta. Isso só podia significar que estava rolando uma conspiração contra mim.

Nem quis esperar pra ver, comecei a correr assim que eu vi que o cerco se fechava cada vez mais rápido. Foi então que vi que um dos infelizes estava barrando o portão da praça de esportes (que no caso era a minha única saída). Minha atividade cerebral foi tão rápida nesse momento que consegui pensar em subir num montinho de pedras que ali estava, dar um pulo pra cima do cara com a intenção de assustá-lo, fazendo ele sair dali e então correr pra escola, pegar minhas coisas e ir embora.

Mas como a física prova, se um corpo sobe e vai para frente no mesmo instante, então ele descreve um incrível movimento parabólico. Aplicando esse movimento em tal situação, resultou-se em uma bela e inesquecível voadora de joelhos!

Só pra esclarecer: botei o joelho pra frente pra tentar amaciar o impacto. (???)

Depois disso, as brincadeiras retardadas na escola pararam por um tempo, mas tem sempre aquele imbecil na sala de aula que as trás de volta novamente. Esse é o tipo de cara cuzão que não aguenta chamar ninguém na porrada, mas que ao invés disso fica instigando a raiva alheia ou então dando esbarrões e botando o pé na frente de quem passa. Coincidentemente, esse cara é o mesmo imbecil que ficou chegando na Black durante a festa inteira, mas que não conseguiu nada por causa do bom senso da garota.

E basicamente foi isso. Para mais textos dessa sombria época escolar, é só clicar aqui.

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