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Quando eu disse “voltamos à nossa programação festiva normal” no final do último post, na verdade as coisas não ficaram tão normais assim, a começar pelo Fred que, no seu estado visivelmente alterado, derramou água propositalmente numa colega minha. A cena foi uma das mais engraçadas da festa, concorrendo com a do meu professor assistindo à Green fugindo dos braços do LG.

Pra quem não estava lá, a história foi a seguinte: as pessoas bêbadas e saltitantes estavam dançando, na tentativa de expressar verticalmente seus desejos horizontais, se é que vocês me entendem. No meio delas estava essa minha colega e o Fred (querendo ficar com a garota). Papo vai, papo vem, a menina solta o infeliz comentário: “Nossa, tá calor né?”.

Mais que depressa, Fred responde: “Pode deixar que eu resolvo!”

Tentem imaginar o mix de sentimentos um segundo depois dessas fotos serem tiradas.

Maldita hora em que a bateria da minha câmera acabou! O cara virou uma garrafinha d’água na menina! Dei uma olhada na galera pra procurar outra pessoa que também tinha presenciado a cena e adivinha quem foi que eu encontrei?

Ele mesmo! De novo.

Depois de ver a merda que tinha feito, o nosso herói rapidamente tira o terno e entrega pra menina, cuja a única reação foi fazer cara de “WTF?”. É óbvio que ela não ia pegar o terno pois além de realmente estar um calor dos infernos, ela não iria combinar um vestido de festa com a roupa de um cara que ela mal conhecia.

Com o decorrer da festa, percebi que as pessoas estavam desaparecendo. Algumas com certeza já tinham ido embora e outras estavam se engalfinhando por aí. Então, já sem esperanças de ficar com a Red, fui procurar as outras pessoas que tinham passado quase a noite toda comigo. Encontrei a Black e achei estranho que ela não estava atrelada à Green, então eu perguntei onde ela estava.

Não lembro se a Black me disse que ela tinha ido embora ou se eu mesmo, equivocadamente, cheguei a essa conclusão. Porém, o que aconteceu na verdade, é que a Green era uma das pessoas que estava se engalfinhando com alguém no estacionamento.

Mas não se engane, ela não se rendeu aos “encantos” do grande LG. Na verdade ela estava com outro, que chamaremos aqui de LZ. Sendo assim, o diagrama foi mudado.

Update do diagrama de Venn utilizado no primeiro post dessa série.
Update do diagrama de Venn utilizado no primeiro post dessa série.

Outras coisas bizarras também aconteceram na festa, como um cara grande gordo que resolveu dar uma dançadinha em cima do palco SEM CALÇAS! Porra, o cara tava tão chapado que abaixou as calças em cima do palco. Novamente: em cima do palco. Tudo bem que ele continuou com a cueca, que mais parecia um pára-quedas, mas mesmo assim continua num nível extremo de bizarrice. Dias depois fiquei sabendo que o infeliz era primo de uma das alunas.

Depois disso, não aconteceu mais nada de interessante. Já estava amanhecendo e a festa acabando. Após sermos servidos de salgadinhos – que ficaram escondidos durante a noite toda – pelos garçons gente-boa que não aguentavam mais ver a nossa cara, ficamos na porta do clube esperando a nossa carona. Eu fui um dos últimos a ir embora. A mãe e a irmã do LZ levou a gente pra nossas respectivas residências. Na segunda-feira, ele nem se lembrava da festa. Não sabia que eu tinha ido, não se lembrava de ter me deixado em casa e nem com quem ele tinha ficado.

Apesar do sono, o ânimo do LZ e dos outros que ficaram até o final da festa era tamanho que, por volta do meio-dia, ainda foram pro churrasco que teve na casa de não-lembro-quem. De quebra, ainda foram no show de fudido do Cheiro de Amor que teve mais à noite.

Resultado: ninguém na aula segunda-feira.

A saga ainda não acabou! Ainda tenho que explicar aquele cabo USB no meu bolso, entre outras coisas, mas isso só no próximo post.

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