Depois de muita procrastinação, resolvi finalmente tirar do rascunho (feito a mão, a propósito) a resenha da minha festa de formatura.

Essa história começa no dia 7 de novembro de 2009 às onze da noite, hora em que eu cheguei na festa. No início fiquei um pouco decepcionado, pois a maioria das pessoas que tinham chegado estavam sentadas, e as músicas clássicas dos anos 80 e 90 já estavam tocando (essas músicas tinham sido planejadas para tocar no meio da festa). Tirando as músicas que tocaram antes da hora, minha decepção foi prematura, afinal com meia hora de festa, eu tinha praticamente aberto as portas do clube (tudo aconteceu no salão de festas de um clube, só pra explicar). Olhei pro lado e vi um formigueiro humano em volta de uma bancada de “flamejante”, uma bebida servida num copinho minúsculo que recebia uma rajada de fogo antes de ser ingerida. E mais: o sujeito deveria beber tudo ainda pegando fogo, de forma rápida, antes que o canudinho derretesse.

flaming moe's

Mais tarde, a festa já estava com cara de festa e as meninas mulheres garotas chegaram. Depois de uma rápida socialização entre eu, meus colegas e elas, começamos a dançar, cada um do lado do seu “alvo”, por assim dizer. Depois de um tempo, começou um show de samba (tocado pelo pessoal de Santa Bárbara que a turma ficou conhecendo na viagem de formatura) mas como nenhum dos seis sabia queria dançar, fomos conversar um pouco, cada um com a sua provável ficante da noite. Aliás, odeio a palavra “ficante”, ela soa muito pré-adolescente.

Diagrama de Venn representando os casais da noite.

Enquanto meus outros dois colegas chegavam querendo agarrar as meninas da forma mais desesperada possível, eu apenas conversava com a “Red”, dando mini-indiretas, elogiando e falando de coisas aleatórias. A festa estava só começando, então eu não tinha pressa nenhuma. De repente, nos deparamos com uma cena muito sem noção, que se repetiu durante a festa inteira: um dos meus colegas (o que está representado como LG no esquema acima) tentava insistentemente beijar a Green, mas ela se recusava a dar o beijo. Primeiramente, qualquer um poderia achar que ela estava fazendo “cu doce”, mas depois de ela abaixar a cabeça pra proteger a cara dos beijos do LG a todo custo, ficou claro que ela REALMENTE não queria nada. O mais foda era que mesmo com a menina se negando a beijar meu amigo, ele ainda tentava se enfiar de baixo da cabeça dela. Porém, a cena só ficou cômica na última tentativa, quando a menina resolveu se sentar ao lado da mesa onde os professores jantavam. Nessa hora, LG usou novamente a sua “grande investida”. A parte engraçada foi meu professor de matemática que assistia a tudo de camarote e, de vez em quando, olhava pra mim e dava aquela sobrancelhada do tipo “olha só a merda que esse cara tá fazendo, hahaha”.

Voltando à cronologia da festa, enquanto eu conversava com a Red, um amigo chamado André, o qual eu não via há muito tempo, veio puxar conversa comigo e, enquanto isso, o cara mais chato da festa (que eu vou chamar de Puto) aproveitou a deixa pra se aproximar da Red. Enquanto conversava com meu amigo, eu olhava por cima do ombro dele pra ver o que diabos o Puto tava querendo com a Red. Por sorte, um outro amigo do André o chamou para ver não-sei-quem e, mais do que imediatamente voltei pra Red e fiquei só prestando atenção na conversinha mole do cara e olhando também pra expressão de tristeza, desespero e tédio da garota. Para minha surpresa – e provavelmente para a sua também – o papo monólogo tão produtivo do Puto era sobre pessoas que falavam mal dele pelas costas.

Com o tempo, o Puto percebeu que não havia ninguém prestando atenção nele e finalmente, foi embora.

E quanto a você que está lendo isso, aguarde a segunda parte!

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