Na tentativa surreal (e frustrada) de deixar o ingresso de jovens no ensino superior mais fácil, o Governo Brasileiro decidiu transformar o Exame Nacional do Ensino Médio num verdadeiro “Brazilian SAT“. Pra quem não sabe, o SAT é um exame unificado feito nos Estados Unidos para pessoas que estão cursando o segundo grau. Claro que isso daria certo aqui na terra tupiniquim, afinal somos tão desenvolvidos quanto a terra do Tio Sam. [ALERTA DE SARCASMO!]

Um fator que contribuiu para a “revolta” dos estudantes foi a mudança repentina no formato da prova, que acabou sendo chamada de “novo ENEM”. A pergunta que fica é: por que os principais “beneficiados” – os estudantes – nunca foram questionados sobre a mudança e por que eles foram informados tão em cima da hora? É como se todos nós vivêssemos em um país democrático e ainda assim, tivéssemos a obrigação de votar. Mas esse é um assunto para outro dia.

Agora sim, o grande fail: será que o Governo realmente achava que, em um país com mais de 8 milhões de km², mais de 4 milhões de inscritos, trocentos mil casos de corrupção, e casos reincidentes de cancelamentos de provas, não iria ocorrer algo como aconteceu hoje, dia 1º de outubro, faltando dois dias para a prova? Lamentável. Uma prova dessa importância, que será aplicada (afinal, houve apenas o adiamento e não cancelamento) no Brasil inteiro não deve ser feita às pressas como a maioria das coisas que acontecem por aqui, afinal bons resultados só são apresentados quando são tomadas medidas bem planejadas.

Uma medida que ajudaria as coisas não correrem tão afobadamente, seria o concebimento de no mínimo um ano para os alunos absorverem a informação de que o porte do ENEM aumentou. Quando digo “porte”, me refiro ao número de questões, que de 63 foi para 180, e à sua importância. Além disso, as primeiras edições novo ENEM deveria ser divida por regiões para ao menos dificultar possíveis roubos, repasse de informações e a anulação em escala nacional.

E se você não entendeu sobre o que é o título, heis a explicação: caso não haja a divulgação da prova que foi anulada, ainda seremos (sim, também estou no meio) os primeiros a ver como será o novo modelo e assim faremos a prova às cegas, apesar dos simulados que as escolas fazem. Mas como sabemos, nem os simulados dão a certeza segura de como será esse exame.

PS.: É mais ou menos isso que tá no título que eu sempre achei desde que divulgaram esse “Novo ENEM” no começo do ano.

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